Trono de Vidro: Rainha das Sombras (Livro 04)
Resenha por Bianca Ramos
Título Original: Queen
of Shadows
Autora: Sarah
J. Maas
Tradução:
Mariana Kohnert
Editora Galera Record, 2020
– 10ª edição.
Livro Físico, 643 páginas
Sinopse
“É hora de encontrar a
rainha. O aguardado quarto volume da série best-seller mundial Trono de vidro
traz de volta em Rainha das sombras, Celaena, a melhor assassina de Adarlan
Todos que Celaena
Sardothien amou lhe foram tirados. Mas finalmente chegou a hora da retribuição.
A vingança promete ser tão dura quanto o aço da Espada de Orynth – a espada de
seu pai. Finalmente Celaena retornou ao império; por justiça, para resgatar seu
reino e confrontar as sombras do passado.
A assassina está morta. Ela
abraçou a identidade de Aelin Galathynius, rainha de Terrasen. Mas antes de
reclamar o trono, precisa lutar. E ela vai lutar.
Por seu primo, o general do
Norte… um guerreiro preparado para morrer por sua soberana; por seu amigo
Dorian, um príncipe preso em uma inimaginável prisão; por seu povo, escravizado
por um rei cruel e à espera do retorno triunfante de sua líder; por seu
carranam e a libertação da magia.
Ao avançar em seu plano, no
entanto, Aelin precisa tomar cuidado com velhos inimigos. E abrir o coração
para novos e improváveis aliados. Tudo isso enquanto os valg continuam
trabalhando nas sombras. E Manon Bico Negro, a Líder Alada das Treze, treina
suas bestas voadoras. Mas é de Morath, a fortaleza montanhosa do Duque de
Perrington, que uma ameaça como nenhuma outra promete destroçar seu grupo de
rebeldes e sua corte recém-formada.
Sarah J Maas se superou
novamente criando um mundo mágico épico. A vivacidade da paisagem mergulha o
leitor tão profundamente na história que é possível se imaginar andando pela
rua, vendo a extravagância, a pobreza, a beleza e o sangue. Tudo, desde o
castelo de vidro às descrições do sistema de esgoto subterrâneo, contribui para
a construção de uma imagem fantástica. O universo de Trono de Vidro
definitivamente está à altura de Senhor dos Anéis de Tolkien ou Nárnia de CS
Lewis.”
FONTE: https://www.record.com.br/produto/trono-de-vidro-rainha-das-sombras-vol-4/
Resenha:
E
aí caleidoscópios? Prontos para mais uma resenha de Trono de Vidro? Dessa vez
vamos falar sobre o quarto livro desta série, nomeado como “Rainha das
Sombras”, mas deveria ser: leia de queixo caído enquanto a autora brinca com a
sua cara.
Primeiro
devo dizer que neste livro nos despedidos da Assassina de Adarlan Celaena, que
não matava ninguém e damos boas-vindas a Aelin Galathynius, a rainha vadia
cuspidora de fogo, como Lorcan carinhosamente a apelidou.
Sim,
Aelin assume sua verdadeira identidade como rainha de Terrasen (surpreendendo o
total de zero pessoas, pois esse spoiler está em toda maldita fanart de Trono
de Vidro)!
Neste
livro, a nossa rainha cuspidora de fogo retorna a Forte da Fenda com um
objetivo: vingança.
Ela
quer fazer todo mundo sofrer, mas quando chega à cidade percebe que a situação
não é tão simples assim: Aedion está preso, Dorian está possuído pelo príncipe
Valg (ou seja, está com o demônio no corpo, literalmente), está sem Rowan,
porque deixou o feérico em Wendlyn e para piorar ainda tem que lidar com a
chatice de Chaol e com as consequências de ter tacado fogo nos príncipes Valg
enquanto estava em seu retiro aprendendo a controlar seus poderes.
Pois
é, para mim o pior disso é aguentar o Capitão – que não é mais Capitão –
Westfall.
Aelin
foi com uma meta, mas acabou descobrindo que a situação não estava tão
tranquila como pensou.
Eu
achei este livro ótimo e temos vários personagens de “A Lâmina da Assassina”
aparecendo. Primeiro, há uma menção a Ansel dos Penhascos dos Arbustos, depois
temos que suportar o macho tóxico chamada Aerobynn (ou Aeróbico, como eu o
chamo) e ainda contamos com a ilustre presença de Lysandra, a cortesã que Aelin
detestava.
Por
isso é importante ler este spin-off até Herdeira do Fogo... Ou seja, se você
não leu, saía daqui e vá ler! Depois volte aqui para dar sequência a resenha...
Aqui
podemos ver Aelin em seu modo vingança. Primeiro, se vocês lembram bem, nas
resenhas passadas eu disse que esse “vingativo” dela não dava certo e não
costuma dar mesmo. No entanto, neste livro, os planos estão mais bem bolados e
o lado “vingativa” está aliado com seu cérebro, portanto, é bem melhor.
Devo
dizer que Rainha das Sombras é bem melhor que Herdeira do Fogo, o livro
anterior, e olha que eu amei o outro. Quando eu comecei a ler este livro, não
consegui parar, de verdade! Era um acontecimento atrás do outro que me deixou
muito presa na leitura.
A
narrativa e o enredo são bem mais elaborados do que os outros três primeiros
livros, e até mesmo do que o spin-off sendo bem mais aprofundada. Acho que isso
acontece, porque agora sabemos realmente quem a nossa personagem principal é! O
fato de que em Herdeira de Fogo descobrirmos toda a história da antiga
assassina nos faz entender melhor algumas coisas, além de que agora Aelin tem
um propósito de verdade, não está mais flutuando na situação.
Nos
três primeiros livros a impressão que eu tive foi de que ela estava indo com a
corrente. Onde Elena a mandava ir, a personagem ia, o que Nehemia dizia, Aelin
acatava, ficava também naquela coisa do triângulo amoroso com Dorian e Chaol
(se incluirmos Rowan, vira quadrado), mas não julgamos, porque faríamos o mesmo.
Agora a rainha tem um objetivo: se vingar do Rei de Adarlan, liberar a magia em
Erilea e voltar a Terrasen para tomar seu lugar de direito no trono.
Isso
deixa a trama muito mais bem elaborada e mais clara. A rainha despiu-se da sua
máscara de Celaena e saiu de cima do muro, posicionando-se na guerra e deixando
claro que vai lutar, independente do que acontecer.
A
partir deste momento temos uma reviravolta na história que é excelente!
Este
livro é zero previsível, quando você acha que está entendendo alguma coisa,
Aelin faz outra completamente diferente. A rainha vadia cuspidora de fogo é
completamente imprevisível e isso é ótimo, porque você não consegue largar o
livro.
É
uma leitura muito fluída e viciante. A quantidade de informações que são
simplesmente jogadas para o leitor torna o ato de ler uma verdadeira aventura,
porque você pisca e algo acontece, aí pisca de novo e outra coisa super
importante acontece.
Nada
de tédio, nada de ficar travado. É só correria e confusão, do jeito que a gente
gosta mesmo. É tudo muito bem traçado, como eu disse antes, é para ler de
queixo caído com tanta reviravolta e tanta confusão.
Um
adendo importante, eu disse que Celaena não era assassina, porque não matava
ninguém, agora sabemos o motivo: ela era rainha esse tempo todo!
Caso
você vá parar de ler aqui, por causa do spoiler, não se esqueça de seguir a
gente no Instagram e deixar sua opinião nos comentários! É muito importante!
AVISO!
A PARTIR DESTE PONTO CONTÉM SPOILER
Se
você não gosta, não continue!
Agora
começam os spoilers, se você é apressadinho e não leu o aviso acima, estou te
avisando de novo... A partir deste momento, teremos spoilers!
A
primeira coisa que temos acontecendo neste livro (de importante) é Aelin
retornando a Forte de Fenda e indo até o Cofres – local em que Sam lutava em
troca de dinheiro – encontrar seu antigo mestre Aerobynn Hamel. É... Esse
mesmo, que armou pra ela ir, com uma passagem só de ida, para as minas de sal,
estão lembrados?
A
rainha vai até o local e encontra seu antigo mentor, os dois tem uma conversa
“civilizada” e adivinha quem estava lá? Chaol. A pessoa aleatória que aparece
nos locais mais improváveis e quem tem zero maldade na vida. Westfall já era
chato, mas nesse livro piora, porque tudo é culpa de Aelin, ele fica enchendo o
saco de todo mundo e se acha o Alecrim Dourado de Forte da Fenda, porque julga
todo mundo.
Acho
que se Aelin conseguisse acessar sua magia em Forte da Fenda, com certeza faria
churrasco de Chaol e nenhum leitor iria reclamar. Temos o primeiro encontro deles
e o término do relacionamento (que já havia terminado desde a morte de Nehemia,
mas os dois não tinham oficializado).
Além
disso, a rainha é apresentada a Nesryn, a ex-amante de Chaol. As duas ficam
amiguinhas e isso é ótimo! Sem rivalidade feminina nos livros de Sarah J. Maas.
Se
vocês se lembram bem, só para contextualizar, no final de Herdeira do Fogo
temos aquela cena na sala do trono, em que o Rei de Adarlan descobre a magia de
Dorian, coloca o colar demoníaco no próprio filho fazendo com que ele fosse
possuído por um príncipe Valg, corta a cabeça de Sorscha, captura Aedion e o
único que podia – e deveria – morrer sai ileso, que é Chaol.
Então,
quando Aelin retorna à Forte da Fenda, o primo Aedion, general da Devastação e
amor de todos nós, está nas garras do Rei de Adarlan, que marca o dia do
aniversário de Dorian para matá-lo.
Consegue?
Claro que não. A nossa rainha cuspidora de fogo invade a festa e resgata seu
primo e amigo de infância, sendo que ainda manda um recado para o Rei: Aelin
Galathynius está de volta!
Aelin
e Aedion se reúnem e é muito legal ver o relacionamento de ambos, porque são
praticamente a mesma pessoa, não só na aparência como na personalidade, então
ficam o tempo todo se enaltecendo, tem as melhores frases de efeito e a mesma
língua afiada. É claro que ambos brigam bastante, mas é nítido como os dois se
amam e se respeitam.
Sabe
quem ajuda a resgatar Aedion? Lysandra! Sim, a cortesã não era nada má como
Sarah J. Maas nos fez acreditar em Lâmina da Assassina. A verdade é que a
personagem está sendo usada por Aerobynn e sabe dos planos do mestre da Guilda
para Aelin, então resolve ajudar a rainha. Primeiro por causa de Sam e também
por causa de Wesley, que tentou vingar Cortland e foi morto por Hamel.
Ainda
de quebra a nossa cortesã traz uma personagem fofa para o livro: Evangeline.
Sério, é a criança mais fofa de todas, e não, ela não é filha da Lysandra com o
Aerobynn! É só uma menina que ela salvou das garras de Madame Clarice e impediu
que sofresse nas mãos da mulher.
A
amizade de Lysandra e Aelin, bem como a interação das duas com Aedion foi algo
que surpreendeu e eu gostei bastante. Eles têm uma química muito boa! Tudo fica
ainda melhor quando Rowan se junta a festa!
Sim,
o nosso príncipe feérico está de volta, não aguentou ficar longe da rainha por
muito tempo. Ele vai para Forte da Fenda e o reencontro dele com Aelin é fofo,
devo dizer. O Rowan vai até a rainha, porque Lorcan viajou até o continente a
fim de pegar a chave de Wyrd que a nossa protagonista tem.
Devo
dizer que o semifeérico faz isso sem o conhecimento de Maeve e quer destruir o
objeto que todos estão atrás.
Parece
até Guerra dos Tronos, mas na verdade é a Guerra pelas Três Chaves de Wyrd.
Vocês
devem estar estranhando... Poxa, até agora não falamos de Dorian e de Manon (eu
me recurso a falar de Chaol e sua AUSÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO para a causa).
E
sim, eu deixei o melhor para o final!
Primeiro,
Dorian no modo possuído quase não aparece e quando aparece os pontos de vista
são bem curtos... Até porque quem está realmente atuando é o príncipe Valg,
Dorian está quietinho no canto dele, preso.
Agora
Manon rainha e as Treze.... O que dizer delas? Minhas personagens favoritas! A
Bico Negro continua em Morath, treinando com Abraxos – sua cobrinha voadora – e
cada vez mais desconfiada do que estão fazendo na fortaleza. Há também mais do
relacionamento dela com a sua prima Asterin e as Treze, mostrando como os laços
entre elas nasceram e se solidificaram.
Temos também a introdução de uma personagem
nova: Elide Lorchan, que tem uma ligação com Aelin (mas vocês leiam e
descubram) e que acaba virando criada da Líder Alada, Manon Bico Negro.
Viram
como a história vai se fechando num cerco que quando você assusta está quase
fazendo um organograma pra entender quem é ligado a quem? (e no final descobre
que todo mundo é ligado a todo mundo)
Sarah
J. Maas é literalmente uma rainha da escrita!
Voltando
a Manon, ela é maravilhosa no livro INTEIRO e mais ainda quando conhece Dorian,
pois além de ser Herdeira das Bico Negro, ser a Líder Alada da Aliança Bruxa, é
também exorcista.
A
bruxa encontra-se com Dorian, o príncipe possuído e adivinha o que acontece? Sim,
o príncipe Valg fica com medo da Manon e recua, fazendo com que Dorian tome o
controle pelo seu corpo, mesmo que momentaneamente.
E
adivinha o que eles fazem? Flertam.
É
só em livro mesmo que isso acontece né? Dorian passa o livro quase todo possuído
e quando toma o controle do seu corpo, o que vai fazer? Flertar! A gente gosta?
Claro. Já virou meu casal? Com certeza, mas mesmo assim é engraçado.
Vocês
agora devem estar se perguntando: Aelin consegue se vingar e pegar a chave de
Wyrd? Manon vai continuar do lado do Rei de Adarlan? Dorian vai continuar
possuído? Chaol vai finalmente morrer e fazer um favor para a história? Rowan
vai parar de show e dar uns beijos em Aelin? O Rei vai conseguir conter a
rainha vadia cuspidora de fogo? Lorcan vai conseguir pegar a chave? Elide vai
conseguir fugir da fortaleza com a ajuda de sua nova amiga Manon? Aerobynn vai
ser assassinado pelas mãos de Aelin por ter matado Sam e ter a enviado com uma
passagem só de ida para Endovier?
Essas
são só algumas perguntas que você fará ao ler o livro e que eu não vou
responder, porque primeiro iria escrever um para explicar tudo e segundo,
porque o divertido é ler mesmo. Mas eu vou lembrar a vocês o que eu disse no
início: este livro é imprevisível, então fuja das teorias obvias e
comece a viajar, talvez você consiga acertar algumas das coisas que
aconteçam...
Eu
digo e repito, é maravilhoso! Se você leu e não ficou viciado e nem gostou,
recomendo ler de novo, porque não tem como não gostar. Fiz esta leitura junto com
uma amiga (que não é a Iasmin), e ficamos DESESPERADAS a cada capítulo que
passava, porque temos realmente uma reviravolta da história, quebras de
expectativas toda hora e a escrita é impecável.
A
todo momento eu ficava imaginando como seria ler este livro em inglês, porque
se a tradução foi boa... Imagina o original.
Ah,
uma coisa a dizer: no final Aelin sai do modo vingativa e entra no modo guerra.
E esse sim é o modo que todos esperamos nesses quatro livros: tiro, porrada e
bomba!
Eu
garanto que você lerá este livro rapidamente e quando terminar vai ficar
enlouquecendo até começar a ler Império de Tempestades, porque o final de
Rainha das Sombras é de fazer você fechar o livro e dizer “tá bom, mas e agora?
O que vai acontecer?”. Uma das coisas que eu menos me arrependo de ter comprado
o box foi isso: não tive que esperar para ler os livros, fui simplesmente
terminando um e devorando o outro...
E
de agora para frente, como eu disse na resenha passada, você vai devorar essa
série. É sério!
A
leitura é indicada para todos! Leiam, se apaixonem e fiquem de queixo caído,
como eu fiquei, com a inteligência e a escrita de Sarah J. Maas.
Se
você gostou dessa resenha, deixe um comentário com sua opinião (não custa
nada)! Contem para nós se vocês também gostaram? Um ponto que não foi citado,
se a resenha ajudou na leitura e essas coisas!
Compartilhe
nas suas redes sociais a resenha, se você achou bacana, e não se esqueçam de
nos seguir no insta (@caleidoscopio_literario) para mais resenhas e dicas!

Comentários
Postar um comentário