Trono de Vidro: Império de Tempestades (Livro 05)
Resenha por Bianca Ramos
Título Original: Empire
of Storms
Autora: Sarah
J. Maas
Tradução:
Mariana Kohnert
Tomo único
Editora Galera Record, 2020
– 3ª edição.
Livro Físico, 656 páginas
Sinopse
“Por séculos os Galathynius
reinaram em Terrasen. No quinto livro da série Trono de Vidro, Império de
tempestades, Aelin voltará a seu trono de direito!
Pelo Cervo, Senhor do
Norte, ela será coroada. Mas o caminho até a coroa é longo e sinuoso. Lealdades
serão corrompidas e laços, desfeitos; amigos serão perdidos e conquistados… e
alianças inesperadas podem pender a balança na luta contra o Rei Sombrio.
Com o coração preso ao
príncipe feérico a seu lado, e a vida e o poder jurados ao povo que está
determinada a salvar, a antiga assassina mergulhará no poço da própria magia,
afim de proteger os seus. Para honrar a coroa de fogo sobre sua cabeça, Aelin
colocará a própria segurança em risco.
Mas conforme monstros
surgem de pesadelos do passado, do interior nefasto de Morath preparados a
clamar o mundo, a única salvação está numa estranha relíquia, enterrada nas
ruínas de um velho pântano. O Fecho é a chave para mandar o exército valg de
volta à sua dimensão…
O Rei Sombrio, senhor do
medo, enviou seus Cães de Caça, os ilken, no encalço de seus inimigos. Mais que
nunca, Aelin precisa de Rowan, de Dorian e de todos os aliados para conseguir
descobrir a relíquia sagrada capaz de banir de seu mundo a ameaça valg e os
horrores libertados em Morath.
A tarefa não é fácil. Mas a
herdeira de Mala tem alguns truques na manga… Algo ainda mais poderoso que as
chaves de Wyrd. Algo maior que o Fecho: a própria astúcia e a fé inabalável em
um mundo melhor. Algo que encanta até mesmo Manon Bico Negro e sua Ceifadora do
Vento.
Com a ajuda de sua corte,
da esperança de um recomeço, Aelin precisará escolher o que – e a quem – está
disposta a sacrificar para assegurar o futuro de toda Erilea.
Com a bruxa ao seu lado,
ela talvez tenha uma chance. Chegou a hora de levantar os exércitos de Erilea.
De cobrar velhas dívidas… É hora de marchar contra o mais supremo dos males. E
confiar na pureza de seu coração para trazer a luz. Mas será o suficiente?”
FONTE: https://www.record.com.br/produto/trono-de-vidro-imperio-de-tempestades-vol-5/
Resenha
Oi caleidoscópios!
Vamos fechar mais uma semana com uma resenha de Trono de Vidro? Dessa vez vamos
falar sobre Império de Tempestades, o meu livro favorito da série, sem sombra
de dúvidas.
Primeiro
devo avisar que este livro, no Brasil, foi dividido em dois Tomos. O motivo?
Não sei, porque ele não é tão grande assim, principalmente se compararmos com o
último livro da série que tem mais de novecentas páginas! Acho que dividiram
esse por que é o melhor de todos! Esta é a minha tese, se alguém souber o
motivo real (ou outra tese), deixe nos comentários, por favor.
O
meu livro é volume único, ou seja, não tem Tomo I e II, logo, essa resenha será
única também, só deixando avisado caso você tenha lido somente a primeira
parte.
Começando
a falar sobre a história, terminamos o último livro (Rainha da Sombras) com
Aelin libertando a magia em Erilea novamente e matando o Rei de Adarlan. Então,
iniciamos Império de Tempestades com a nossa rainha vadia e cuspidora de fogo
retornando a Terrasen, na companhia de Rowan, Aedion, Evangeline e Lysandra, a
sua pequena corte.
Descobrimos
que nem todos estarão tão felizes assim com a vinda da rainha para sua terra
natal e Aelin vai perceber que o caminho até a coroação não é tão simples
assim. Ela terá que enfrentar duas frentes: uma é o Rei Valg Erawan, que
descobrimos estar possuindo o Duque de Perrington e quer pegar as chaves de
Wyrd para destruir tudo por mero prazer, e a outra são os conselheiros de Terrasen,
que se recusam a deixar a Galathynius exercer seu direito ao trono e comandar a
galera toda.
Além
disso tudo, Aelin ainda tem que começar a procurar o maldito do fecho, que liga
as três chaves de Wyrd, para conseguir destruir Erawan. Só para lembrar: a
nossa rainha cuspidora de fogo está com uma, Elide está com outra e o Rei Valg
está com outra! Ou seja, a antiga assassina tem que conseguir encontrar as
outras duas chaves e ainda localizar o fecho.
É
uma confusão que só, mas é ótimo!
Os
personagens continuam sendo ótimos e alguns até acordam para a vida e começam a
realmente agir. É aquela velha questão do posicionamento que eu levantei
resenha passada: a partir do momento que as peças na guerra vão se encaixando e
as pessoas vão tomando partido, a situação começa a se interligar e a fazer
sentido. É muito legal.
Para
mim, este livro foi o melhor da série, e olha que Reino de Cinzas tem
930 páginas e não conseguiu superar esse, ao meu ver. A trama toda você fica “o
que esse povo está arrumando?” ou “o que Aelin está fazendo? Ela tá
doida!” e no final, você é tombada, porque a rainha vadia cuspidora de fogo
manipula todo mundo, inclusive você, leitor, que acompanha os pensamentos dela
mesma!
Eu
terminei o livro e fiquei “como assim?”, porque fui enganada. Todas as vezes
que eu insinuei que Aelin era lerda, não tinha visão das coisas, não sabia o
que estava fazendo... Eu me arrependo. Sim, eu me arrependo, vocês não
leram errado!
A
personagem mostrou que é astuta sim, que sabe muito bem brincar de montar
guerra e que é muito inteligente, tombando a todos, porque ela estava somente
se fazendo de burra. Pois é, passou três livros e um spin-off nos fazendo de
trouxa, meus amigos.
Além
disso, o livro tem cenas ótimas! É tudo tão bem construído e descrito que
quando você assusta, já leu 150 páginas e não faz absolutamente nada no seu
dia! Os diálogos são excelentes, o modo como as tramas dos personagens se
conecta são muito boas e até mesmo o ponto de vista deles são legais – acho que
isso tem a ver com o fato de que Chaol está em outro continente com Nesryn
tentando achar aliados e se curar, portanto, ele não aparece neste livro.
Em
síntese, para não ficar muito repetitivo, este livro é um tapa na sua cara.
Você começa a ler achando que vai ser uma coisa, porque você já está familiarizada
com todos os personagens e quando assusta seu queixo está no chão, porque Aelin
mostrou que tem uma visão bem melhor que a sua e manipulou todo mundo,
inclusive você, meu caro leitor!
Já
adianto, o final deste livro é arrebatador! É de partir o coração mesmo, de te
deixar sem rumo. Eu terminei a leitura e demorei uma hora – sem brincadeira e
sem exagero – para encontrar meu eixo, pegar meu celular e mandar uma foto para
uma amiga para demonstrar meu choque.
É
sério, meu coração ficou partido e eu fiquei completamente sem rumo depois de
terminar, porque é uma quebra de expectativa e uma surpresa tão grande que você
simplesmente fica fora do ar. Minha prima (e amiga) que leu comigo pode
confirmar todos esses fatos, para vocês verem que eu não estou brincando
(Iasmin também pode confirmar, porque também atazanei ela).
Prepare-se
para ficar de queixo caído durante a leitura, para se surpreender com algumas
coisas, para não entender outras e seguir mesmo assim, e o melhor: prepare-se
para ter seu coração quebrado no final deste livro, porque isso vai acontecer. Não
quer dizer que o final é ruim, porque não é isso, é excelente e maravilhoso,
conecta as pontas soltas e liga a trama para o que teremos a seguir: a guerra
pelas pedras de Wyrd e para livrar o mundo do Rei Valg.
Este
livro é ótimo, sem mais. Sarah J. Mass me surpreendeu e me fez ficar muito mais
apaixonada pelos personagens e pela escrita dela! Leiam sem medo, porque
certeza que vão amar!
Caso
você vá parar de ler aqui, por causa do spoiler, não se esqueça de seguir a
gente no Instagram e deixar sua opinião nos comentários! É muito importante!
AVISO!
A PARTIR DESTE PONTO CONTÉM SPOILER
Se
você não gosta, não continue!
Agora
começam os spoilers, se você é apressadinho e não leu o aviso acima, estou te
avisando de novo... A partir deste momento, teremos spoilers!
Primeiro,
vamos começar falando sobre o tombo que eu levei com o início deste livro,
porque eu achei que Aelin ia chegar em Terrasen já sentando no trono e
começando a arrumar o exército, porque Erawan estava vindo e ia massacrar todo
mundo. Mas não, o conselho simplesmente decide desprezar o direito dela de ser
rainha, mesmo a menina falando que ia arrumar um exército, que iria ajudar na
guerra e que ia fazer o que precisasse.
Fomos
tombadas. Aelin e eu! Fiquei revoltada, xinguei os conselheiros e deu vontade
de bater em todo mundo, porque a coitada foi escravizada, depois teve que
aguentar aquele rei filho da mãe, quase morreu tentando libertar a magia em
Erilea, explodiu junto com Dorian o castelo de vidro, sofreu horrores, pra um
bando de homens poderosos dizerem que ela não era rainha?
É
rainha sim! É minha rainha! Pra mim, entrega a coroa na mão dela e de Manon, as
duas conseguem comandar todo mundo fácil!
(E
sim, agora eu gosto de Aelin)
Depois
de ser rejeitada, Aelin promete que vai arrumar um exército e que não vai
deixar Terrasen ficar desamparada. Para isso, vai para a nossa amada Baía da
Caveira, onde libertou os escravos juntos com Sam, lembram? Ela vai atrás do
nosso magnífico Lorde Pirata Rolfe, que a odeia.
A
rainha vai até lá pedir ou manipulá-lo, para que Rolfe se junte na guerra
iminente. Se Aelin consegue fazer isso, vocês vão ter que ler... Como eu disse,
não dá para explicar tudo! Só adianto uma coisa: essa ida a Baía rende momentos
ótimos entre Aedion e a nossa metamorfa Lysandra, que agora é uma peça
importante nessa guerra.
Não
posso deixar de mencionar o encontro entre Aedion e Graviel, seu pai perdido no
mundo. O nosso general ignora completamente o pai – que nem tem tanta culpa
assim, já que nem sabia que tinha filho – e segue a vida... Mas é importante a
interação deles.
Outra
peça importante nessa jogada é Manon! A nossa Líder Alada me deu tanto susto
esse livro que eu prefiro nem comentar! Eu quase infartei uma três vezes
achando que não ia dar mais certo, que ela ia encontrar a escuridão e já
adianto que se não fosse Abraxos... Seria esse nível mesmo.
A
cobrinha voadora é o anjo da guarda da Bico Negro (é mais esperto que muita
gente nesse livro). Abraxos tem todo o meu amor e respeito, desde a primeira
vez que apareceu.
Outra
coisa que eu preciso dizer é: Aelin parece que não sabe o que está fazendo, mas
não se deixe enganar. Ela sabe muito bem, além disso conhece as consequências
de cada ato praticado. É de deixar qualquer um assustado e sim, a rainha engana
todo mundo, até Rowan, e olha que o nosso príncipe feérico parece ser o único
que entende, pelo menos um pouco, a mente dela.
Sem
contar que Rowan é um fofo! Eu ressalto isso sempre, porque é bom! Ele é um maravilhoso
e eu quero um namorado assim.
Um
personagem que surpreende nessa história é Dorian, que agora deixou de ser
trouxa e assumiu uma nova versão: revoltado. Dessa versão dele, eu gosto muito!
Ficou bem menos ingênuo, mais esperto e sabe o seu papel nessa guerra, o que é
excelente. Damos adeus ao Dorian perdido e damos boas vindas ao novo Rei de
Adarlan.
Sabe
quem mais gosta dessa versão de Dorian? Manon! Sim, nosso Manorian está
vivíssimo meus amigos, só digo isso.
Agora,
preparem-se para o choque, pois vou enaltecer um personagem que ninguém espera:
LORCAN!
O
que falar de Lorcan neste livro? Ele é maravilhoso! Rendeu risada, aqueceu o
coração, me fez gostar da Elide, teve cena de ação, traição, uma loucura. O
semifeérico saiu da minha escala de personagens indiferentes para favorito em
três capítulos. Acaba que eles se encontram enquanto a garota está tentando
achar Aelin e ele está na busca da chave de Wyrd, e sim, os dois são a melhor
dupla desse livro!
Protejo
Lorcan e passo pano para Lorcan sim! E sugiro que todos façam o mesmo, porque
ele é ótimo.
A
trama vai se amarrando tanto que chegamos ao ponto que todos queríamos e
torcíamos: Manon e Aelin trabalhando juntas e do mesmo lado! Foi a gente que
pediu sim! As duas rainhas mais cabeças duras de todas, trabalhando em conjunto
e mostrando que rivalidade feminina é coisa idiota, porque nós somos mais fortes
quando estamos unidas. Inclui Elide e Lysandra nessa equação e tudo fica mais
perfeito ainda.
A
trama vai se amarrando, a partir do momento que vamos percebendo que todos os
personagens estão indo para o mesmo local e estão todos atrás da mesma coisa. É
neste ponto que você simplesmente fica CHO-CA-DO com a inteligência de Aelin.
Não
escrevi isso nas outras resenhas, mas até este livro eu tinha certeza que a
nossa rainha vadia e cuspidora de fogo era burra. Para mim, ela estava muito
perdida, não sabia o que estava fazendo e muito menos sabia traçar uma
estratégia de guerra... mas eu estava o que? Errada!
Sim,
eu estava muito equivocada, pois todas as ações de Aelin foram friamente
calculadas e quando você percebe isso, fica chocado. Ela consegue enganar a
gente, que está literalmente dentro da cabeça dela, agora imagine os outros
personagens? A galera fica desesperada com os planos da rainha.
Tivemos,
como eu disse, tantas quebras de expectativa, tantas reviravoltas neste livro
que eu não consigo nem enumerar todas e muito menos descrever as situações.
Todos os capítulos são relevantes, tudo que acontece é importante, não tem uma
parte que você lê e pensa “nossa, isso aqui foi só pra enrolar”. Não, até uma
coisa estúpida como Aelin pintar o cabelo de vermelho em Rainha das Sombras tem
uma relevância gigantesca agora.
O
final é devastador. Aelin quebra nosso coração e Rowan termina de esmagar os
pedaços que sobram.
Os
outros finais até agora parecem brincadeira de criança perto da situação em que
a autora termina Império de Tempestades. Faz mais de um mês que eu li este
livro e ainda não superei a cena final de Rowan na praia! Sério!
Se
a gente fizer um teste e todo mundo, quando acabar de ler, tirar uma selfie,
teremos a mesma expressão de choque para todos, pois é assim que você termina.
Mesmo
tendo me deixado em choque, este é o meu livro favorito da série, sem sombra de
dúvidas. Todos os outros são excelentes, mas esse é realmente o melhor de
todos, na minha opinião, porque eu amei ver como Sarah conseguiu ligar todos os
pontos e personagens, sendo que cada situação foi de extrema importância para
que tudo acontecesse daquele jeito.
Eu
fiquei o tempo todo pensando: será que a autora sabia que isso ia acontecer,
por isso amarrou desse jeito? Ou será que ela teve a ideia depois e
simplesmente fez a coisa toda se conectar? Porque é genial! Sério mesmo, é genial,
não tem outra palavra.
Leiam,
se apaixonem, fiquem surpresos e não pulem Torre do Alvorecer. Eu quis pular,
porque era spin-off do Chaol, mas não o fiz e foi de extrema importância.
Um
adendo: tirem uma foto quando terminarem a leitura e mandem na DM do nosso Instagram
ou deixe registrado aqui nos comentários o seu tombo! Vamos nos unir para
montar um grupo “fomos feitos de trouxa por Aelin”.
Se
você gostou dessa resenha, deixe um comentário com sua opinião (não custa
nada)! Contem para nós se vocês também gostaram? Um ponto que não foi citado,
se a resenha ajudou na leitura e essas coisas!
Compartilhe
nas suas redes sociais a resenha, se você achou bacana, e não se esqueçam de
nos seguir no insta (@caleidoscopio_literario) para mais resenhas e dicas!

Comentários
Postar um comentário