Análise da Série: Os Bridgertons

 

ANÁLISE DA SÉRIE: OS BRIDGERTONS

Julia Quinn

 

Resenha por Bianca Ramos


 

ATENÇÃO! Esta postagem possui spoiler das resenhas postadas e também dos livros da série Bridgerton. Caso você não os tenha lido ou se importe com spoiler, recomenda-se ler os livros (ou as resenhas) primeiro e depois retornar a este post! Além disso, conterá spoiler da série da Netflix: Os Bridgertons.

         

          Oi gente! Como estão vocês? Então, voltei antes de iniciar uma nova série para fazer uma análise dos nove livros da série Bridgertons da nossa amada Julia Quinn. Publicados pela editora Arqueiro, lemos durante esses meses os romances históricos da família mais fértil de toda a Inglaterra, nos apaixonamos junto com os personagens, quebramos a cara e o mais importante, terminamos querendo fazer parte dessa família.

          Agora vamos analisar cada um deles. Pretendo fazer um ranking dos livros que mais gostei aos que gostei menos, além de falar um pouco da minha opinião sobre cada um, algumas curiosidades e também comentar sobre a série da Netflix.

          Já vou adiantar que não achei nenhum livro ruim! Se vocês acompanharam as resenhas viram que eu gostei de todos, mas entre todos, tem alguns que eu gostei mais e outros que eu gostei, mas não são meus favoritos então, o livro que ficar em último lugar não significa que é ruim ou que eu detestei, mas sim que a história não prendeu muito.

          Então vamos começar com nosso ranking. Escolhi fazer uma lista e depois explicar qual gostei mais e por que, além de explicar o motivo de cada posição.

 

1.     Um perfeito cavalheiro (Benedict)

2.     A caminho do altar (Gregory)

3.     Para Sir Phillip, com amor (Eloise)

4.     O visconde que me amava (Anthony)

5.     O conde enfeitiçado (Francesca)

6.     Um beijo inesquecível (Hyacinth)

7.     Os segredos de Colin Bridgerton (Colin)

8.     O Duque e Eu (Daphne)

9.     E viveram felizes para sempre. (segundo epílogo de cada livro + conto da Violet)

 

Novidade nenhuma que eu coloquei “Um perfeito cavalheiro” como primeiro lugar né? Mas não, não é só porque eu amo o Benedict, mas sim por causa da história mesmo!

Neste livro temos uma narrativa mais real, como eu disse na resenha dele, o que me fez ficar mais apegada a história. Eu consegui visualizar um drama desses acontecendo na época em que a história se passa, então me deu mais ânimo para ler e gostar mais, além de que devo dizer que o personagem da Sophie e do Benedict são bem engraçados juntos.

Veja bem, Benedict se envolve em um triângulo amoroso com a mesma mulher! E não faz ideia disso. Eu achava hilário, enquanto estava lendo, ele divagando sobre a mulher de prateado, enquanto a Srta. Beckett estava ali, na sua frente.

Depois desse livro, o segundo que mais me prendeu foi “A Caminho do Altar”, isso tudo por causa do final. Quando eu iniciei a leitura deste livro, me disseram que ele era muito bom, mas até a metade não era um dos meus favoritos, porque nada de muito emocionante estava acontecendo, só Gregory se apaixonando por nucas e Hermione conquistando qualquer pessoa do sexo masculino que se sinta atraído por mulheres.

Então, tivemos as cem últimas páginas que fez com que esse livro se tornasse o segundo do meu “ranking”! Eu amei o final desse livro, porque é uma novela mexicana sem igual, uma confusão que eu não esperava mesmo. Por serem livros mais clichês, você espera que o enredo vá para determinado ponto e se resolva de um jeito, mas nesta história, Julia Quinn usa todos os clichês possíveis, mas inverte todos e você fica o tempo todo chocado.

Sem contar que Lucy é uma personagem muito cativante e quando junta com o Gregory, que é muito emocionado, a confusão fica do jeito que a gente gosta mesmo.

Depois temos “Para Sir Phillip, com amor” pelo simples motivo de que Eloise é muito rainha do meu coração e eu a amo muito. Melhor personagem feminina dessa série, com certeza. Brilhante, comunicativa, inteligente, maliciosa, é a receita perfeita para fazer uma personagem que a gente ame muito! Phillip nem é tão legal assim, confesso, mas a Bridgerton segura esse livro nas costas e faz ele ser muito bom.

O quarto livro do “ranking” é o de Anthony e foi outro que subiu no meu conceito somente por ter uma personagem: Kate Sheffield, a rainha das rainhas. Este livro é muito bom, mas o diferencial é esta personagem, sem sombra de dúvidas, pois trata-se de uma mulher forte e decida, daquelas mocinhas de livro que a gente bate palma e quer ser como ela quando crescer.

É só por causa de Kate que este livro está em quarto lugar, porque se dependesse de Anthony... Não sei se o colocaria nesta posição não. Seguindo a lista, temos “O conde enfeitiçado”, que também foi uma leitura de aquecer o coração e me deixar desesperada.

Como eu disse na resenha do livro, trata-se de uma história sobre perdas. Francesca perde o pai, depois perde o marido e, por último, perde o filho e o melhor amigo, sendo estes dois últimos em um lapso temporal muito curto, e acaba que entramos em luto junto com a personagem.

A mensagem que eu tirei deste livro foi que perdas acontecem na nossa vida e tudo bem você ficar se sentindo mal. Nada vai “tampar” aquele buraco da pessoa que estava ali, mas isso não significa que devamos nos isolar do mundo e nunca mais amar ninguém. Além disso, a história de Francesca e Michael nos mostra que uma pessoa pode ter mais de uma “alma gêmea” em sua vida, pois a Bridgerton amou John de todo o seu coração e ama Michael com a mesma intensidade.

Depois temos “Um beijo inesquecível”, cuja a parte que mais chama atenção são os malditos diamantes que Hyacinth e Gareth ficam o tempo todo procurando. O romance deles é fofinho? Sim, mas o que a gente quer saber mesmo é: afinal, onde Isabella escondeu os diamantes? Hyacinth vai usá-los? E acabamos sem resposta né? Que é o pior de tudo! A maior parte do livro eu fiquei me perguntando isso e também achando engraçado a Bridgerton ficar sem respostas para o St. Clair.

Em sétimo lugar temos “Os segredos de Colin Bridgerton” que foi um livro, na minha opinião, decepcionante. Acho que eu estava com tanta expectativa pela história de Colin, tendo em vista que ele era (e é) um dos meus personagens favoritos que, quando chegou o livro dele, fiquei um pouco frustrada.

A leitura não é ruim, como já conversamos antes, mas parece que perdemos um pouco da personalidade do personagem neste livro. Cheguei à conclusão de que Colin é bom como personagem secundário, porque como principal... Não gostei muito. Já Penélope é rainha né? Nada a reclamar, somente a aclamar!

Depois temos “O Duque e Eu”, que é o primeiro livro da série e o que eu achei mais “fraquinho”, porque não gostei de algumas descrições, que ficaram um pouco vagas. Mas a leitura é boa, e Daphne é uma mocinha bem independente e bem engraçada, o que torna o ato de ler bem agradável. Simon é chato, mas a gente gosta dele mesmo assim! O personagem foi feito para ser rabugento né?

Por fim, deixei o último lugar para “E viveram felizes para sempre” porque não achei esse livro muito necessário. A verdade é que Julia Quinn nos deu um segundo epílogo para cada livro, mais um conto extra para Violet.

A melhor parte, sem sombra de dúvidas, é o conto sobre a Viscondessa Viúva. Não que os outros epílogos sejam ruins, porque não são, mas temos que destacar que não ficaram muitas pontas soltas para serem amarradas então... Acaba que é mais para matar a saudade! Talvez os dois que mais tragam informações que queríamos é o de Hyacinth, para saber o fim dos diamantes e do Francesca, para sabermos se ela conseguiu alcançar seu sonho de ser mãe.

Sobre a série, num geral, só tenho elogios! É muito boa de ler, porque os livros são pequenos e rendem muito, dá para sentar e ler de uma vez se você estiver animado, sem contar que como as histórias são muito leves, você nem percebe o tempo passando.

Uma dica: se você está meio eufórico por causa do isolamento social, ou se você está sentindo que está começando a ficar de ressaca literária, esta série pode te ajudar. Isso porque os livros são muito levinhos, então diminui aquela sensação de ansiedade e como a leitura é rápida e relaxante, você vai empolgando.

Eu, pelo menos, fiquei mega empolgada depois do livro de Benedict. Devorei todos muito rápido.

Além disso, precisamos falar sobre a escrita de Julia Quinn! Que mulher, meus amigos... Que mulher! A escrita dela é tão suave, tão leve e tão boa! As descrições, no primeiro livro, ficaram um pouco confusas, como eu apontei na resenha, mas nos outros livros nem deu para perceber isso, porque a autora resolve esse “problema”.

Sem contar que o enredo das histórias esquenta o coração da gente e faz com que fiquemos apaixonados!

Confesso que somente li essa série de livros da autora, então não posso opinar sobre as outras, mas... Essa é maravilhosa, eu asseguro a vocês.

Percebi também temas até complexos sendo tratados de modo mais leve, porém com responsabilidade. Um exemplo disso é a diferença de classes entre Sophie e Benedict, a questão de não superar o pai, que Anthony vive, a fobia de Kate, a família nem tão convencional de Eloise, e por aí vai... São temas que, de certo modo, são atuais e que a autora trouxe para a Inglaterra do século XVIII e XIX, tratando-os com responsabilidade e leveza.

No entanto, eu preciso dizer que nem tudo são flores e que o fato de que em alguns livros o sexo foi usado como meio de fazer com que mulheres ficassem em um casamento ou aceitassem determinada verdade, me incomodou um pouco. Sem contar que a cena do abuso de Daphne, em face de Simon, no primeiro livro é algo também que devemos destacar como problemático.

Isso tira a beleza e a leveza do livro? Não. Mas devemos tomar muito cuidado para não romantizarmos esse tipo de conduta, achando que é normal, porque não é!

Outro ponto importante são as personagens femininas de Julia Quinn! São todas mulheres fortes, que tentam ao máximo ter autonomia e independência (só não conseguem mais por causa da época em que vivem), que são inteligentes e que não se deixam abater pelas diversidades. Eu amei todas as mulheres retratadas neste livro... Não teve uma que eu pensei “aff, que mocinha chata!”, porque elas não são.

Alguns personagens masculinos me irritaram um pouco, como Simon e Anthony, mas das mulheres: nada a reclamar. Até as personagens que foram feitas para serem chatas como Araminta e Cressida, cumprem o seu papel sem deixar de serem fortes.

Sim, vou dizer que eu estava certa sobre a tese! Após ler todos os livros cheguei à conclusão de que os livros em que os personagens aparecem pouco são os melhores, porque você não conhece tanto assim deles, então não cria expectativa sobre sua personalidade e pensamentos. Talvez a única exceção seja “Para Sir Phillip, com amor”, pois Eloise aparece bastante nos outros e mesmo assim não deixamos de amá-la em seu livro.

Precisamos falar também sobre a série da Netflix, chamada “Bridgertons” que lançou no dia 25 de dezembro de 2020. Maratonamos? Claro! Saímos apaixonadas pelo ator que faz Simon? Com certeza.

A série é ótima, com exceção de alguns atores que achei meio fraquinhos, como a atriz que fez a Daphne e o ator que interpretou Colin.

É fiel ao livro? Não!

Não assista achando que a adaptação será igual, porque não é (nunca é). Mudaram muitas coisas, sem contar que o final da série dá um spoiler gigantesco do livro do Colin... Colocaram alguns personagens que não deveria ter aparecido na história de Daphne e Simon nesta primeira temporada, como a Marina e Sir. Phillip, outros que nunca apareceram, como o Sr. Featherington, que é falecido nos livros, e inventaram outros, como a amante de Anthony, a rainha e o príncipe.

Se você é uma pessoa que ama adaptações extremamente fiéis, vai se decepcionar com a série caso a assista depois de ler o primeiro livro. Caso você não ligue muito, vai amar.

Eu confesso que gostei, principalmente dos cenários, dos bailes, dos vestidos. Além disso, gostei muito o ator que faz Simon... Regé-Jean Page é meu novo crush e não tenho nenhuma vergonha de dizer isso! Estou apaixonada mesmo, me julguem... Duvido vocês assistirem e também não ficarem.

Em síntese, compensa ler os livros sim, caso você não queira uma leitura crítica e densa, e também vale a pena assistir a série, que é muito boa (apesar de tiverem mudado algumas coisas essenciais).

Vocês leram a série toda ou algum livro? Gostaram das resenhas? E da série? Vamos compartilhar experiências e opiniões!

Se você gostou dessa resenha, deixe um comentário com sua opinião (não custa nada)! Contem para nós se vocês também gostaram? Um ponto que não foi citado, se a resenha ajudou na leitura e essas coisas!

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