Série Briar U: The Risk - O Dilema de Brenna e Jake (Livro Dois)
Resenha do Livro: The Risk
Livro 2 - Série Briar U
Resenha por
Iasmin Campos
Autora:
Elle Kennedy
Editora:
PARALELA
Número de Páginas:
384
Sinopse:
Um romance sexy e independente da autora best-seller do New York Times
Elle Kennedy!
Todo mundo diz que eu sou uma garota má. Eles estão apenas parcialmente
certos - eu não deixo o medo me dominar, e eu certamente não me importo com o
que as pessoas pensam. Mas eu traço a linha de dormir com o inimigo. Como filha
do treinador principal de hóquei do Briar, eu seria difamada se me ligasse a um
jogador de um time rival.
E é isso que Jake Connelly é. A estrela de Harvard é arrogante, irritante
e atraente de mais para o seu próprio bem. Mas o destino é cruel - eu
preciso de sua ajuda para garantir um estágio muito cobiçado, e o idiota sexy
não está facilitando para mim.
Eu preciso que Connelly seja meu namorado falso.
Para cada encontro falso...ele quer um pra valer.
O que significa que esta menina má está em apuros. Nada de bom pode vir
de se esgueirar com Jake Connelly. Meu pai me mataria, meus amigos se
revoltariam e minha carreira pós-faculdade estaria em risco. Mas enquanto está
ficando cada vez mais difícil resistir ao apelo sexual e ao sorriso arrogante
de Jake, eu me recuso a me apaixonar
por ele.
Esse é o único risco que não estou disposta a correr.
Oi
caleidoscópios! A resenha de hoje é sobre o segundo livro da Série Briar U: The
Risk: O Dilema de Brenna e Jake.
ESSE LIVRO, BEM COMO OS
OUTROS DA SÉRIE, É CLASSIFICADO COMO YOUNG ADULT E POSSUI CENAS DE SEXO EXPLÍCITAS
E USO DE DROGAS ENVOLVIDOS POR UMA HISTÓRIA DE ROMANCE CONTEMPORÂNEO.
O livro
conta a história de Brenna Jensen, uma mulher sarcástica, determinada e de
personalidade forte, que está fazendo o curso de comunicação na Universidade
Briar e seu pai é o treinador do time de hóquei dessa mesma instituição. Também
nos conta sobre Jake Connelly, que é jogador de hóquei e capitão do time da
Universidade Harvard.
Além disso, esse livro faz um link com o
anterior The Chase e por isso, vários personagens presentes nesse livro
já foram apresentados no anterior.
Já sabemos,
desde o primeiro livro, da amizade entre Brenna e Summer, sendo que nesse livro
não poderia ser diferente, pois elas são melhores amigas e a Di Laurentis volta
a aparecer nessa trama. Com isso, já foi mostrado à criação de uma amizade
muito rápida entre duas mulheres que assim que se conhecem já viram melhores
amigas e tem uma amizade bem leve e divertida.
A partir do
primeiro livro da série podemos perceber a rivalidade entre os times de hóquei das
Universidades Briar e Harvard e isso é trabalhado intensamente nesta obra e não
poderia deixar de afetar o relacionamento dos nossos protagonistas. Sim pessoas
Harvard e Briar se odeiam!
O primeiro
envolvimento de Brenna com um jogador de Harvard nós já vimos no livro anterior
quando ela fica com McCarthy.
Como não
podemos deixar de falar, temos cenas de sexo bem explícitas que ocorrem ao
longo da narrativa e demonstram a química muito forte entre os personagens, mas
segue a mesma pegada do anterior, não sendo o foco do livro e acontecendo
somente algumas vezes ao longo da trama.
A partir
dessa trama cheia de problemas podemos perceber o desenrolar do relacionamento
de Connelly e Brenna, regado de muita química, sarcasmo, provocação e respeito,
pois nenhum dos personagens tenta controlar ou mandar na vida um do outro.
Confesso que isso é algo que eu acho bem legal nos relacionamentos, sendo um
relacionamento bem saudável.
Com esse
livro podemos perceber que Brenna e Connelly são personagens com personalidades
muito fortes, decididos e muito confiantes que proporcionam cenas de sexo com
uma alta percepção de química entre eles. Além disso, possui dramas que podemos
ver na realidade, pois os acontecimentos que envolvem a trama da narrativa são
coisas que acontecem realmente e que afetam a vida das pessoas.
A autora
também fala como é a relação dos personagens com a família e principalmente as
conturbações entre eles, podemos ver como é o papel da mulher no ambiente
esportivo, que infelizmente ainda é um ambiente bastante masculino e não tem tanta
abertura para profissionais do sexo feminino.
Esse livro
tem uma pegada de problemas sociais como o uso de drogas e como isso afeta a
vida dos jovens, além de vários outros dramas que são percebidos atualmente e
que foram levemente problematizados nesse livro.
Dessa forma
o livro tem uma pegada de romance mais realista, a história tem uma trama mais
envolvente e podemos dizer até que possui algumas cenas com um toque de humor,
sem contar a cenas de sexo que são mais bem escritas e com isso podemos
visualizar melhor o que está acontecendo e entender melhor o desenrolar do ato,
além de uma descrição mais detalhada dos personagens.
The Risk é
um livro de romance contemporâneo com uma pegada sexual de leitura fácil e
leve, que de uma certa forma é envolvente, pois como os outros consegue te
prender e fazer com que você queira ler as próximas cenas e não consiga parar,
mesmo já sabendo qual o drama e o ponto alto do livro desde o início, pois é
bem previsível.
Em
comparação com o anterior, The Risk possui uma trama mais real e personagens
mais fortes e bem construídos o que faz com que a história seja muito mais
envolvente.
Caso você vá parar de ler aqui, por
causa do spoiler, não se esqueça de seguir a gente no Instagram
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importante!
A PARTIR DESSE PONTO TEM SPOILER:
Se você não gosta, não
leia!
Vamos começar falando da primeira interação dos nossos personagens!
Pessoas, Summer que virou nosso cupido aqui, arruma um encontro para
Brenna que foi marcado em um café próximo a universidade de Briar e, pasmem, a
Jensen fica esperando por 15 minutos e nada do boy chegar, mas para a sua
surpresa, quem aparece no café é Jake Connelly. Isso prova que a paciência é uma virtude
divina e que devemos sempre esperar mais um pouco, pois nunca se sabe se um
Connelly pode aparecer na nossa vida.
Durante essa conversa Connelly exige que Brenna termine seu
relacionamento com McCarthy por estar atrapalhando o foco do jogador na arena.
Além disso, Jake vai além, faz uma reunião com o time de jogadores e faz com
que McCarthy termine com a Jensen pedindo para que ele se concentre mais no
jogo já que o seu rendimento caiu depois do inicio do relacionamento.
Confesso que eu fiquei chocada com a cara de pau e ousadia de Jake.
Brenna recebe uma mensagem de McCarthy:
“Ei, B. Tem sido muito legal relaxar com você, mas preciso dar um passo
para trás por um tempo. Pelo menos até as playoffs acabarem. Tenho que focar no
jogo, sabe? Vou ligar para você assim que tudo se resolver, ok? Xô”
Brenna já tem certeza do que Connelly fez e fica muito brava (e quem não
ficaria?), mas precisa ir passar o final de semana na casa da sua prima Tansy,
que possui um relacionamento bem conturbado com Lamar, pois os dois brigam e se
separam várias vezes, o que demonstra bem um relacionamento abusivo.
Uma dessas brigas de Tansy e Lamar acontece quando as primas estão em um
bar e Lamar confunde o nome do estabelecimento e vai com os amigos para outro
local.
Como é mais fácil as duas moças trocarem de bar ao invés do grupo de
rapazes, ambas decidem ir embora do estabelecimento, mas Brenna vai até o
banheiro antes e escuta uma conversa de uma das meninas que fala de como foi
ficar com Jake Connelly.
Brenna não deixa barato, porque Jake pode ficar com todo mundo, mas faz
McCarthy terminar com ela?
Jensen fica furiosa e antes de ir ao bar onde está o namorado da prima, passa no local onde Connelly está com seus amigos, senta no colo de um deles, o seduz e ameaça Connelly dizendo o seguinte:
“Ah, foi. Eu não nego isso. Eu absolutamente me abaixei ao seu nível, porque eu estava tentando provar um ponto. Se você mexer com a minha vida, eu vou mexer com a sua. Continue me acusando de distrair seus caras, e adivinhe, eu vou começar a fazer isso. E com base no que acabei de ver, não será nada difícil.”
Com esse ato impulsivo e muito incisivo em que Brenna desafia Connely,
brinca com ele e ainda impõe sua opinião é que começam as provocações entre os
personagens principais e já demonstra um ponto forte da personagem, mesmo que de
forma impulsiva, nossa protagonista não deixa que ninguém mande nela ou
interfira na sua vida e saia ‘ileso’ disso.
Pessoas, eu tenho que dizer que adorei o posicionamento da Brenna e já
adianto que amo essa personagem!
Um dos auges do livro é quando Brenna vai fazer sua segunda entrevista de
estagio para a HoquetNet (a primeira não pode acontecer e foi remarcada), que é
uma empresa que faz cobertura esportiva. Jensen já tinha percebido que o
entrevistador, e futuro chefe, Ed Mulder é machista e não contrata ninguém que
não seja homem, pois para ele mulher não possui voz no ambiente esportivo.
Pessoas, esse cara é um saco e muito preconceituoso!
Brenna percebe que Mulder é praticamente obcecado pelo time Oilers, que
é exatamente o time que tem um contrato com o Connelly, além disso, Ed tem uma
super admiração por Jake, então por causa do desespero e medo de perder esse
estágio, Jensen mente para o entrevistador dizendo que namora Connelly.
Será que temos confusão? SIM, MUITA,
Nesse ponto eu não concordo muito com a decisão de Brenna, não é certo a
pessoa te contratar por causa de um relacionamento e pior é que nem existe, já
que os dois nunca tiveram nada!
É errado? Muito, mas podemos entender o que nossa protagonista fez e o desespero
dela. Eu continuo amando Brenna!
Podemos citar aí dois pontos:
Primeiro é o preconceito da mulher no meio esportivo, em que ela é vista
como alguém que não pode entender nada de esportes ou é algo fofo quando ela
entende.
O segundo é que a mulher muitas vezes precisa de uma figura masculina
para conseguir espaço nesse meio, o que é extremamente errado.
Quem disse que precisamos de homens para conseguir o que queremos, não é
mesmo?
Para Brenna se relacionar com um cara de Harvard, ainda mais Jake
Connelly, é algo totalmente impossível e improvável, mas ela é traída pelos
seus instintos e por todas as sensações que Connely causa e acima disso: O
ESTÁGIO.
Para conseguir o estágio que Brenna tanto sonha, ela precisa que Jake vá
a um jantar na casa de Ed Mulder.
Nossa personagem marca um encontro em um café com Jake, explica tudo
para ele, meio que a contragosto, e pede que vá um encontro falso e que seja
seu namorado de mentira, então Connelly responde:
“- Um encontro falso, — eu emendo. — Bem, em troca, eu quero um de
verdade.”
Sim pessoas, Jake quer ter um encontro verdadeiro com Brenna, fiquei
chocada, confesso.
Então após essa conversa ambos marcam de terem um encontro falso na casa
de Mulder e um verdadeiro, que promete ser cheio de química. Nesta parte confesso
que realmente mostrou toda tensão, química e atração desses dois.
Não podemos deixar de citar o
relacionamento conturbado de Brenna com o seu ex-namorado Eric, que ainda a
atormenta. Esse é um personagem problemático que é usuário de metanfetamina e
que ainda não superou o término do relacionamento com Brenna e acha ambos ainda
são amigos.
Sabem o que Eric fica fazendo?
Liga dizendo que quer conversar, pede dinheiro e muitas vezes está sob o
uso de entorpecentes e por isso, Brenna se culpa, pois, acredita que a situação
do ex foi por culpa da nossa protagonista e tudo que aconteceu após o término
deles foi por causa de uma situação que a Jensen fez e que piorou tudo. O que
será que aconteceu?
Para piorar mais um pouco o pai de Brenna, segundo a visão da moça,
possui uma mágoa grande, não confia nela e mudou o relacionamento com a filha
por culpa desse relacionamento tóxico com o Eric, pois teme que Jensen repita
os erros do passado.
Temos também que o pai é o treinador do time da Briar que é totalmente
rival ao time da Harvard e esse personagem tem uma rixa antiga com o treinador
de Harvard, Daryl Pedersen. Será por que esses dois se odeiam tanto?
O livro mostra mais duas problemáticas envolvendo Brenna.
Uma é um relacionamento tóxico, abusivo e conturbado com o ex, além de
demonstrar o que a droga provoca na vida de um adolescente, pois Eric era um
jogador de hóquei e tinha um futuro brilhante, mas tudo foi perdido quando se
tornou dependente da droga e ainda não aceita que precisa de tratamento.
A outra é a péssima relação com o pai depois de um erro que Brenna
cometeu, da falta de diálogo entre os dois e da visão errônea entre o ponto de
vista de cada um, que faz com que ambos passem anos sem ter uma relação de pai
e filha.
Bom esse livro possui vários ganchos para vários problemas e confusões
ao longo da história e que são muito mais reais que o livro anterior e com
isso, confesso que fiquei impressionada de a autora fazer o fechamento deles,
mas acho que são bem óbvios e conforme você vai descobrindo mais da história
você vai tendo mais certeza do desfecho dos dramas mesmo antes de saber quais
são.
Comparando com outros livros, a autora conseguiu fazer dramas reais e
personagens que não são tão dramáticos, nem bonzinhos, mas personagens com
opiniões fortes e que sabem o que querem.
Acho que de todos os livros que já li da Elle Kennedy, esse é o mais bem
estruturado, com uma escrita melhor e com a história mais bem montada. Mesmo
que os dramas sejam bem clichês, a autora ainda conseguiu dar uma inovada em
relação aos outros livros.
Sem contar que a Brenna é uma personagem incrível, muito forte e o
Connely também é, ambos constroem um relacionamento bem leve e com muitas
provocações e impõe bem a opinião de um para o outro sem drama.
Então se você gostou de The Chase, vai gostar muito mais de The Risk, e
eu super indico você continuar a ler a série porque esse livro na minha opinião
é muito melhor!
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